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Vanessa Mendes Argenta

Bioasfalto – Estradas e ruas feitas com óleos derivados de árvores e plantas

Para muitas pessoas, o asfalto ainda representa uma coisa boa, o “progresso”: ter sua rua asfaltada ainda é motivo de votos vitalícios ao político que propôs a obra, mesmo que seja mal feito, que não dure um ano sem buracos ou que impermeabilize todo um bairro, ocasionando alagamentos que antes não existiam.

No entanto, o asfalto é um dos maiores inimigos da sustentabilidade, pois é feito de derivados de petróleo, esquenta muito (gerando ilhas de calor) e impermeabiliza o solo, contribuindo para as enchentes que assolam nossas cidades. È a solução perfeita para os carros, mas queremos mesmo viver num mundo moldado para os automóveis?

Para diminuir o impacto ambiental desse inimigo em nossas estradas e cidades, estão sendo feitos estudos para substituição da base de petróleo utilizada atualmente na produção do asfalto por óleos derivados de árvores e plantas. Esses óleos vegetais podem ser feitos de açúcar, melaço, amido de batata, arroz ou milho, óleos vegetais, resíduos de cocos, amendoins e canola, resinas de árvores, etc.

Além de necessitar de temperaturas mais baixas para sua produção, o bioasfalto é mais resistente a bruscas variações de temperatura e tem maior vida útil e durabilidade. Como não tem o petróleo como matéria-prima, esse asfalto ecológico pode também ser colorido, esquentando menos sob a radiação do sol e economizando em tintas e manutenção, pois as faixas de pedestre e sinalizações já podem ser feitas juntamente com a pavimentação.

No final da cadeia de produção, o bioasfalto gera como resíduo um carvão vegetal, usado para enriquecimento do solo e também para remover gases nocivos da atmosfera.

O Brasil poderia adotar esse material inovador, aproveitando os refugos vegetais das indústrias ao invés de jogá-los nas bacias hidrográficas ou em aterros sanitários. Assim nosso país daria um grande passo rumo ao verdadeiro progresso, aquele totalmente comprometido com as questões ambientais!

Sobre o Autor: Vanessa Mendes Argenta ( @vanmagenta | G+ )

Vanessa Mendes Argenta

Arquiteta e Urbanista

Site: http://www.flickr.com/photos/vanmagenta - Veja todos os artigos de

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  • meu único questionamento é o desvio de alimentos pra produção de combustíveis ou asfaltos, acho isso ainda deve ser muito discutido pois todos ja sentimos o aumento de preços de alguns alimentos no supermercado pela maior procura pra indústria.Deve-se invetir bastante em políticas públicas que não permitam uma concorrência de alimentos entre nós consumidores e grandes indústrias de combustível por exemplo.

  • Vanessa Mendes Argenta

    Oi Lucas, é muito importante mesmo essa questão, por isso o ideal seria usar apenas os restos das indústrias alimentícias, como bagaço da cana e do milho, cascas de côco, serragem, etc.

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  • Edsoncv

    Um dos grandes problemas do jornalismo é a falta de conhecimento técnico na hora de fazer as reportagens, essa é um bom exemplo delas:
    -O asfalto é um resíduo do refino do petróleo, o que fazer com o asfalto depois de substituir pelo “asfalto ecológico”.
    -Um asfalto que se diz sustentável mas feito a partir de matéria-prima que poderia se transformar em alimento, isso é sustentável?
    -Nem todo o carvão vegetal pode ser usado como adsorvente, é necessário passar por um processo de ativação!
    -O asfalto de petróleo impermeabiliza o solo, e o asfalto ecológico não deixaria de impermeabilizar, como explicar isso?-O asfalto normal também pode ser colorido como o asfalto ecológico, basta saber quem gostaria de pagar para ter todas as ruas asfaltadas pintadas!
    -Uma coisa é você usar um óleo vegetal para obter o asfalto ecológico, outra é usar um resíduo vegetal em fase de putrefação, não vejo quimicamente como um resíduo vegetal genérico  pode se transformar em um asfalto ecológico, pois são muito diferentes entre sí.

  • Ola Edson como esta? Em primeiro lugar obrigado pelo comentário e por iniciar um rico debate. 

    Eu discordo da sua crítica quanto ao “problema do jornalismo”, acho que o papel de um canal de comunicação principalmente os mais interativos como blogs é instigar o debate e levar as idéias para frente, neste caso o artigo deixa claro que é uma idéia em desenvolvimento, é uma inovação e como qualquer inovação tem problemas, desafios, polêmicas e pontos de discordância.

    Nosso papel como blog é divulgar idéias, embasamos todas elas em nosso conhecimento que  muitas vezes não tão avançado como os de especialistas e técnicos no assunto. Nosso objetivo é levar a idéia ao debate, a interação a testes e cumprimos o nosso papel, um exemplo, é o seu reply e o debate que esta sendo feito por aqui.

    Muitas vezes vamos errar, eu mesmo em diversos posts acreditei em informações hora por ingenuidade outras por falta de conhecimento, mas aprendi, corrigi o artigo, escrevi novos e todos nós saimos ganhando.

    Podemos somar, e pessoas com conhecimentos avançados como você podem nos ajudar a entender e juntos podemos criar uma experiência de sustentabilidade na prática.Sobre os argumentos, seguem algumas dúvidas.

    – Não existem outras aplicações para o resíduo do refino do petróleo? Lembrando a tendência a longo prazo é diminuir o uso de petróleo e trabalhar com fontes renováveis, esta mudança é feita lentamente, então não vai ocorrer uma migração em massa e derrepente para um bioasfalto, será algo continuo e cada vez menos dependeremos do petróleo e devem existir outras destinações para o resíduo do petróleo certo?

    – E se usassem sobras de alimentos e da indústria como por exemplo da cana de açucar?

    – Conte mais sobre o processo de ativação do carvão

    – Conte mais sobre a diferença sobre os tipos de resíduo

    Abraços e vamos juntos =)

  • Maykonbarros

    O segredo é ter embasamento de caráter, saber reconhecer erros e saber fomentar criticas, obrigado á todos por saborearem o conhecimento.

    Maykon Barros
    Engenheiro Ambiental

  • Ola Maykon é exatamente isto, a sustentabilidade é uma jornada e todos nós podemos aprender! =)

    Abraços e vamos juntos =)

  • Ola Maykon é exatamente isto, a sustentabilidade é uma jornada e todos nós podemos aprender! =)

    Abraços e vamos juntos =)

  • brenda

    se uasr o açucar de fazer asfalto p/ comer tem algum problema oq ele tem diferente com oq nos comemos ?

  • Leandro Asugeni

    QUAL O VALOR GASTO PRA ISSO??? FICA MAIS BARATO OU MAIS CARO?? ESSAS INFORMAÇÕES NÃO FORAM COLOCADAS….

  • gustavo

    muito bem mandou ver, é isso mesmo que o brasil precisa.