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Renato Ribeiro

Energia Solar ao alcance de todos

10 jan 2013 - Por em Ciência e Tecnologia

Energia solar é tema recorrente no discurso de qualquer ambientalista. Uma fonte de energia inesgotável e com produção zero de resíduo. Aqueles que depõem contra ainda vão dizer que a produção das placas e das baterias recarregáveis não é tão limpa assim, produz resíduos ou utiliza material não ecológico e que é cara. Assim se criam os mitos.

Hoje nosso planeta depende de energia elétrica, seja ela produzida pela queima de carvão (muito usada ainda na China), queima de petróleo (comum nos EUA), termonuclear (Japão e França) ou hidrelétrica (matriz no Brasil).

Apesar de baixo impacto no uso direto, a energia elétrica brasileira, vinda de usinas hidrelétricas, instaladas em rios, geram impactos violentos durante sua instalação, alagando florestas, alterando o curso de rios, interferindo no bioma regional ou consumindo uma quantidade nociva de concreto e insumos.

Quais as alternativas que temos hoje?

Para cada região do planeta há uma solução mais indicada, dependendo das condições geográficas locais. Qual alternativa energética pode causar menos impacto ambiental e ser viável economicamente? Esta resposta soluciona boa parte das questões do mundo moderno com a sustentabilidade.

O Brasil é um país privilegiado pela incidência solar, o que nos favorece a obtenção de energia gerada pelo sol.

A energia elétrica convertida por placas fotovoltaicas ainda tem um alto custo, mas para mim é uma questão de tempo para seu uso ser popular, minha casa mesmo, a ser construída no próximo ano utilizará este ícone da sustentabilidade, entre outros. Já é possível se obter um kit de placas fotovoltaicas e conversores para um uso limitado de energia residencial. O problema é que estas placas que convertem energia solar em elétrica ainda não são produzidas no Brasil.

Agora, energia solar para se aquecer água é essencial, deveria ser lei federal algo que pode economizar de 40% a 80% da energia elétrica em uma casa brasileira. Na cidade de São Paulo é obrigatório o uso deste recurso em novas edificações. O CDHU, Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo já utiliza o recurso em vários projetos. Há vários fabricantes nacionais para esta tecnologia.

O sistema tradicional utiliza placas de vidro para aquecer uma serpentina onde circula água que é reservada em um tambor térmico e o distribui para as torneiras. Ele é eficiente mesmo em um dia nublado. Um kit completo, que o próprio comprador pode instalar, custa R$ 1.880,00; já um equipamento convencional, que e aquele em que reservatório fica embaixo do telhado, placa coletora em cima do telhado, material hidráulico em cobre e mão de obra qualificada, fica em torno de R$ 4.000,00. Para quem quiser mais conforto, pressão..são instalados acessórios..que podem chegar ao preço final de R$ 8.000,00. Sonho com o dia que isso se tornar algo mais acessível para quem não tem condições. Porque estaremos beneficiando a natureza hoje, infelizmente, solar ainda e visto como luxo e esta chegando a hora de ser visto como necessidade.” Ivanize Souza, da http://www.maksolar.com.br/

Há alguns meses conhecemos um fabricante, também brasileiro, a Jamp, que produz um sistema de aquecimento que se mostra bem eficiente, invés de circular em serpentinas como no padrão tradicional, a água circula em tubos de um vidro bastante resistente e se armazena em uma caixa acoplada com a vantagem de chegar a uma temperatura em torno de 70°, o que seria uma eficiência energética substancial. Em custo estaríamos falando de não mais que 15% maior, porém uma eficiência energética muito maior segundo o fabricante. Há também a oferta de serviços de aquecimento de água para indústria, que lembramos consome grande parte de nossa energia elétrica em processos de aquecimento e produção de vapor. http://www.jampbrasil.com.br/energia_limpa.asp

Correndo por fora, há alternativas criativas praticamente gratuitas, ou de baixíssimo custo, com garrafas pet e tubos de PVC, soluções que certamente terão eficiência garantida apenas em dias ensolarados, acredito. http://dicasgratis.org/2010/06/02/aquecedor-solar-caseiro/

A Sociedade do Sol por sua vez oferece cursos e treinamentos para pessoas que se interessam pelo assunto e as capacitam para desenvolver instalações de baixo custo, e ainda oferecem gratuitamente manuais de instalação, guias de materiais para compra de equipamentos. http://www.sociedadedosol.org.br/

A sustentabilidade depende de viabilidade econômica. Novas casas precisam utilizar sistemas mais eficientes melhorar a relação a custo e benefício. Além do mais, nem todos tem disposição para construir seu próprio sistema, para isto existe mercado, prestadores de serviço e produtos brasileiros ambientalmente corretos a sua disposição.

Sobre o Autor: Renato Ribeiro ( @renatocenografo | G+ )

Renato Ribeiro

Formado em Comunicação Social pela FAAP, sempre mergulhado no trabalho cenográfico,Renato Ribeiro realiza direção de arte para cinema e vídeo, organiza equipes e coordena trabalhos de cenografia em todos os campos, dos estúdios de produção aos mais diversos ambientes temáticos, além de desenvolver peças exclusivas, principalmente com material reciclado e ambientalmente correto. Especialista em Ecologia, Arte e Sustentabilidade pela UNESP e UMAPAZ, Renato acredita que resguardar as condições de vida no planeta é responsabilidade de todos os seres humanos, em especial artistas, comunicadores, empresários, homens públicos e todos aqueles que têm condições de influenciar pessoas e de modificar e interferir no meio ambiente de forma positiva.

Site: http://www.cenografiasustentavel.com.br - Veja todos os artigos de

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  • Rodolfo Rodrigues Geller

    cara eu sonho um dia em ter uma casa totalmente sustentável, vi uma reportagem uma vez no qual dizia que os alemães pretendem até 2050 implantar 80% de sua distribuição e fornecimento com energia solar… Valeu pelas dicas…