No 23 de junho, véspera de São João, foi festa Junina Sustentável da APAE de São Paulo. Tive a oportunidade de colaborar com o evento. Não é preciso ser uma grande empresa para contribuir em algo com a comunidade. Você pode ser um voluntário. No meu caso, como cenógrafo desenhei alguns espaços, orientei alguns funcionários na decoração das barracas, palco e áreas de convivência e principalmente troquei com eles meus conhecimentos sobre a sustentabilidade.
Fui convidado pela Agência Glória, por indicação de meus amigos do Coletivo Verde.
A APAE está empenhada em adequar suas ações a um modelo mais verde, mais ambientalmente correto. Quando falamos em adaptação é justamente isso, uma transição entre um modo habitual de se fazer para uma forma otimizada, poupando recursos, gerenciando o descarte e deixando a instituição mais sintonizada com as necessidades do planeta.

Por natureza da instituição, a inclusão social já é a sua raiz, preenche o quesito que é um dos pilares da sustentabilidade, “socialmente justo”.
Começamos levantamos a necessidade de gerenciamento de resíduos, boa mania de ambientalista. Depois estudamos a distribuição do espaço de forma eficiente e acessível.
Tivemos como parceira uma empresa que administrasse os resíduos de forma responsável, a Ambipar, separando reciclando o que for possível. Eles forneceram e distribuíram estrategicamente lixeiras próprias com comunicação destacada, o trabalho de conscientização sempre presente é importante.
Pensamos em elementos decorativos que fossem ecologicamente corretos ou que estivessem em reuso, há elementos que se repetem há vários anos. Os próprios alunos confeccionaram muitos adereços com materiais descartados dentro da instituição, coisa que eles já desenvolvem muito bem com a orientação do artista plástico Evaldo Mena.
Deixamos de utilizar muitos copos descartáveis com a ajuda de outro colaborador, uma concessionária de veículos que em contrapartida poderia divulgar as facilidades para aquisição de veículos por portadores de necessidades especiais e seus familiares. Canequinhas permanentes foram vendidas a custo simbólico.
Com o evento, além de unir ainda mais as famílias alunos e amigos da APAE, pudemos aproximá-los da sustentabilidade, divulgar a conscientização com pequenas ações. Agora a empreitada continua passo a passo, implementando novas práticas ainda mais sustentáveis.













