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Vanessa Mendes Argenta

Academia e balada utilizam energia das pessoas para funcionar

Sempre que ia à academia e via toda aquela gente suando nas esteiras, bicicletas e outros aparelhos, pensava comigo: por que não utilizar a própria energia da pessoa pra fazer funcionar os equipamentos?

Ainda bem que mais alguém pensou nisso e partiu para a ação: a academia Greenasium, em San Diego (EUA), utiliza uma bicicleta especial, a visCycle , para gerar energia elétrica para os ventiladores.

Funciona tão bem que a academia não tem sistema de ar condicionado, ganhando assim mais “pontos” de sustentabilidade. Dependendo do número de usuários, a energia produzida é suficiente para fazer funcionar também as luzes e o sistema de som. Além disso, o piso da academia é feito de pneus reciclados, os chuveiros e torneiras têm arejadores (que diminuem o fluxo, mantendo a pressão da água) e os vasos tem válvulas de descarga com duplo acionamento. (Veja mais sobre banheiros ecológicos neste post )

Esse aproveitamento da energia cinética para geração de energia elétrica chama-se energy harvesting (colheita de energia). Outro dispositivo que também colhe a energia produzida por nossos movimentos é o piso piezoelétrico: ele consiste em pequenas placas cerâmicas dotadas de cristais piezoelétricos que liberam elétrons quando submetidas à pressão mecânica (no caso, os passos dados na superfície do piso).

Este piso especial vem sendo usado em danceterias, como a Watt (em Roterdã, Holanda) e a Surya (em Londres, Inglaterra): a energia gerada pela movimentação das pessoas sobre o piso abastece os sistemas de luz e de som. Segundo estudos feitos pela companhia japonesa SoundPower, um passo de um adulto de 60 kg no chão gera em média 0,1 watt de energia. Se multiplicarmos isso por várias pessoas dançando loucamente numa festa que dura até o amanhecer, quanta energia será gerada, hein?

Esse piso vem sendo implantado também em garagens, estradas, aeroportos, estações de metrô e outros locais de grande fluxo de pessoas ou veículos, gerando energia elétrica e mantendo-se assim a máxima de Lavoisier: “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.

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Sobre o Autor: Vanessa Mendes Argenta ( @vanmagenta | G+ )

Vanessa Mendes Argenta

Arquiteta e Urbanista

Site: http://www.flickr.com/photos/vanmagenta - Veja todos os artigos de

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