Muitas pessoas ainda são movidas pelo conceito de Salvar o Planeta. Os slogans Save the Earth e Save the Planet marcaram a grande massificação do movimento ambientalista no final dos anos 90, mas hoje são conceitos completamente ultrapassados.
Não é o planeta que devemos salvar, somos nós, os humanos. A espécie humana é que está em perigo. A sobrevivência do planeta Terra independe da sobrevivência da raça humana.
Salvar os seres humanos é egoísta e insuficiente
Georgesco Roegen uma vez profetizou: “Deixemos outras espécies – as amebas, por exemplo – que não têm ambições espirituais herdar o globo terrestre ainda abundantemente banhado pela luz solar.”, fazendo alusão ao fato de que enquanto houver o sol, milhares de outras espécies terão plenas condições de vida, independentemente da presença ou não do homem.

A questão aqui é escolher entre ter uma passagem pela Terra curta, mas fogosa e abundante no consumo de recursos, ou uma existência mais perene, sem tantas extravagâncias e mais eficiente.

Porém, o conceito de Salvar as Pessoas é egoísta e insuficiente. Nesta visão todas as espécies que não possuem relações significativas com o homem em seu ciclo de vida estariam ameaçadas. O urso panda por exemplo, símbolo da campanha de proteção aos animais, seria uma espécie dispensável.
Responsabilidade e generosidade

É preciso ter um senso de responsabilidade quanto ao futuro das espécies, como define José Eli da Veiga:
“É justamente pelo fato de a espécie humana ter conseguido se tornar a mais poderosa que ela deve ter responsabilidade para com as outras, em generoso e altruísta esforço por minorar tal assimetria.”

Funciona mais ou menos como uma relação entre pais e filhos, ainda que desconsiderado o fato de tê-lo gerado, existe uma responsabilidade explícita na capacidade dos pais de fazer coisas que possam influenciar, positiva ou negativamente, a vida da criança, das quais a própria criança é incapaz de fazer.
Fotos: Earthshots / Girishkulkarni /Adambarralets













