
A maternidade nos últimos tempos vem sendo encarada de forma diferente pelas mamães desta nova geração. Tornou-se comum vê-las permanecer em casa cuidando de seus filhos pequenos, em vez de utilizarem escolinhas, babás ou uma vovó disponível.
Não é uma decisão fácil escolher entre a maternidade e a carreira, mesmo que por um tempo determinado. É uma tortura ficar em casa, é uma tortura sair de casa, com um agravante, serem ainda recriminadas por terem assumido a maternidade, como se estivessem contribuindo para um retrocesso no Movimento Feminista conquistado a duras penas pelas gerações anteriores.
Claro que as conquistas foram muito importantes, passamos a ter voz, independência, respeito pessoal e profissional, mas exatamente por tudo isso é hora de conquistar também as delícias de ser mãe, curtir as fases da criança, estar presente nas suas primeiras palavras, decidir sobre sua alimentação, educar, ensinar e sonhar seu futuro. A saída da concha, do lar, dos afazeres intermináveis, da falta de meta foi muito importante, entendo o receio de retroceder no tempo e voltar a ser “Amélia”, mas é preciso ter direito às escolhas, ao que faz bem,ao que deixa feliz. Isso inclui tudo, desde as suas essências femininas até o respeito pelo Planeta.
Retomar, repensar as atitudes. Não precisa ser um gênio para entender que o caminho que estávamos seguindo não nos priorizava como seres e sim como coisas. Por isso aceitávamos o uso indiscriminado de venenos em nossa alimentação, dos materiais descartáveis em nossa vida, da falta de tempo para nossa família, o culto do ter em vez do ser.





















